Entrevista Soda – Débora e Bruno Campeões WCS Entrevista Soda – Débora e Bruno Campeões WCS
Olá Geeks Bebedores de Soda! Aqui é o Fábio novamente, hoje para falar sobre cosplays. Os campeões do WCS (World Cosplay Summit) Brasil, Débora... Entrevista Soda – Débora e Bruno Campeões WCS

Olá Geeks Bebedores de Soda! Aqui é o Fábio novamente, hoje para falar sobre cosplays. Os campeões do WCS (World Cosplay Summit) Brasil, Débora Guerra e Bruno Pagno, que foram para o finalíssima no Japão e saíram com o honroso 4º Lugar, toparam contar para o Soda Geek como foi a estadia deles na Terra do Sol Poente:
Primeiramente quero agradecer a ambos a oportunidade de ter essa entrevista para divulgar a todos os interessados a experiência de vocês, e desde já parabenizá-los pela excelente atuação e dizer que muita gente por aqui está orgulhosa de termos representantes Brasileiros e Gáuchos indo tão longe por seu talento.

 

 

SG – Desde quando vocês fazem cosplays? Porque o interesse no assunto?

Débora – No fim de 2008 foi a primeira vez que usei um cosplay. Antes disso, havia ido a um evento de anime apenas uma vez (em Abril daquele mesmo ano). Nessa primeira vez, eu me encantei com a possibilidade de poder usar um cosplay por lá. Por motivação de amigas minhas que já eram cosplayers e pela vontade de representar personagens que eu adoro, comecei e continuo com o hobby.

Bruno – Comecei no início de 2009 por influência da minha irmã (Anne). Desde que fiz meu primeiro cosplay adorei a ideia de interpretar um personagem. Sempre gostei de contar histórias e de ver a emoção que elas causam nas pessoas. Cosplay proporciona que eu possa mostrar para muitas pessoas uma história curta, e me satisfaz muito saber que as pessoas sentem e entendem o que a gente mostra em nossas apresentações.

 

 

SG – Antes de serem cosplayers, vocês já gostavam da cultura japonesa?

Débora – Muito! Desde criança eu adorava assistir aos animes que passavam na TV. E, claro, videogames estiveram presentes na minha vida desde muito cedo (e até hoje é meu passatempo favorito). Era praticamente inevitável não ser atraída pela cultura japonesa. Visitar o Japão era um grande sonho há bastante tempo.

Bruno – Sim. O que mais me influenciou, desde pequeno, foram os games. Graças a eles que eu conheci e estudei muita coisa sobre o Japão. Anime e mangá também me ensinaram sobre cultura japonesa, mas eu sempre preferi games.

 

 

SG – Qual seu anime/jogo favorito?

Débora – Acho injusto escolher apenas um. As minhas séries de games favoritas são Tekken e Final Fantasy.
Bruno – Metal Gear Solid 4: Guns of the Patriots.

 

 

SG – Quantas etapas vocês tiveram que vencer aqui no Brasil antes de irem para o Japão? Em todas elas vocês utilizaram o mesmo cosplay e apresentação?
Bruno – Primeira etapa foi a seletiva do AnimeXtreme. Em seguida a final nacional. Depois apresentamos no Japão. Portanto, são duas etapas dentro do Brasil para alcançar a chance de ir pro Japão. Nós apresentamos tanto nas etapas brasileiras quanto na final japonesa com os mesmos cosplays e a mesma performance, com algumas pequenas modificações.
Débora – Bruno já explicou tudo, hahahah!
SG – Qual foi a emoção quando ganharam a etapa Brasileira e descobriram que iriam para o Japão representar o Brasil?
Débora – Na hora da premiação, simplesmente parecia absurdo. Na verdade, muito depois disso continuava não fazendo sentido o fato de que nós é quem representaríamos o Brasil na final. Quero dizer, de todos os cosplayers ótimos do Brasil, justo nós…! Lembro que eu chorei muito, tanto no momento da premiação como depois. Foi uma felicidade incrível!
Bruno – De primeira nem parece real. Eu chorei bastante (de felicidade) e senti muito orgulho de poder representar os cosplayers maravilhosos do nosso país. Certamente foi a maior sensação de conquista que eu já senti.

 

SG – Vocês ficaram 10 dias no Japão, com direito a um itinerário específico, poderiam nos contar o que conheceram lá?

Débora – Praticamente todos os turnos dos dias em que ficamos lá tínhamos compromissos em relação ao WCS. Tivemos apenas um dia livre para passear e comprar coisas. Nos outros a gente conseguia um tempinho livre pela manhã ou de noite, mesmo, quando a gente podia interagir mais com os outros participantes sem estar envolvido com cosplay. Mas o próprio cronograma nos permitiu conhecer muitos lugares e pessoas, experiências que turistas normais nunca passariam (quero dizer, o prefeito de Nagoya e o governador da província nos recepcionaram usando cosplays!).

 

 

SG – Como foi a interação de vocês com os outros participantes? Tiveram alguma dificuldade com comunicação?

Débora – Essa deve ser a melhor coisa de se estar em uma final mundial de WCS. Interagir com pessoas de vários lugares do mundo… Foi o máximo! Grande parte das duplas sabia inglês, então já era mais tranquila a comunicação. Em algum caso ou outro é que precisávamos do nosso intérprete pra poder conversar (no caso, quando o idioma era japonês :P).

Bruno – Foi interessante descobrir que eu conseguia me comunicar com a maioria. Eu sei inglês, mas nunca tinha tido a oportunidade de conversar com alguém que não falasse também português. A maior parte dos participantes também falava inglês seja como língua nativa ou não, então a gente foi capaz de conversar tranquilamente com quase todas as duplas. Mas independente da barreira da língua todos se relacionavam muito bem e mostraram que a final mundial não se trata tanto de competição, mas de uma confraternização.

 

 

SG – O Japão era de acordo com suas expectativas? Gostaram da cidade de Nagoya? Alguma coisa marcou vocês dentre o “tour” por lá?

Bruno – Sim, estava de acordo com as expectativas. Talvez até acima das expectativas. As pessoas lá são muito bem educadas e tratam todos com muito respeito. A cidade é super organizada e tudo funciona perfeitamente bem. A cidade de Nagoya é um ótimo lugar para sediar o WCS. É uma cidade grande, mas ao mesmo tempo muito confortável para quem participa do evento. A coisa que mais me marcou no tempo que passamos no Japão foi o Oasis 21, o lugar onde ocorreram as apresentações. Passamos algumas vezes por ele antes e depois de apresentar, e garanto que o lugar é marcante. Uma construção fantástica e muito bonita de se apreciar, e ainda por cima possui todo o valor sentimental de ser o palco para nossas apresentações.

Débora – E eu só tenho que concordar com tudo o que o Bruno disse na resposta! xD Mas sim, foi tudo muito legal por lá. O lugar, as pessoas, tudo!

Vejam imagens do Oasis 21 no Google.

 

SG – Porque o cosplay de Tekken?? Vocês escolheram de comum acordo?
Débora – Eu e o Bruno jogamos o Scenario Campaign juntos (é um modo história de Tekken 6, parecido com o Tekken Force dos títulos anteriores), isso não muito depois do lançamento do jogo (lá por 2009, senão me engano). Nós adoramos os personagens e nos empolgamos em fazer cosplay deles naquela época. Eram até para terem sido feitos antes, mas foi só no WCS desse ano que tivemos a chance de finalmente interpretar esses personagens! Como eu disse antes, Tekken é uma das minhas séries de games favorita, pra mim foi incrível poder ir pra final usando cosplays de personagens que eu adoro tanto!
Bruno – A questão não é bem o jogo, mas sim os personagens. Lars e Alisa tem uma história linda juntos e a gente achou que seria legal de fazer uma apresentação interpretando eles. Também é um pouco de coisa de momento, pois quando decidimos fazer nós estávamos jogando o jogo com bastante frequência. Quando decidimos que faríamos Lars e Alisa ambos ficamos empolgados com a ideia. Quando a gente decide fazer algum cosplay novo ambos da dupla tem que estar felizes com a roupa que vão usar, senão não vale a pena.

 

 

SG – Antes desse cosplay, quais outros vocês já fizeram?
Débora –
Ling Xiaoyu – Tekken;
Rinoa Heartilly – Final Fantasy VIII (duster azul);
White Mage – Final Fantasy;
Rinoa Heartilly – Final Fantasy VIII (vestido);
Terra Branford – Dissidia: Final Fantasy (segunda roupa);
Chai Xianghua – Soul Calibur IV;
Aqua – Kingdom Hearts Birth by Sleep;
Terra Branford – Dissidia Duodecim.
Bruno –
Auron => Final Fantasy X
Squall => Final Fantasy VIII (3 versões diferentes)
Black Mage => Final Fantasy I
Kilik => Soul Calibur IV
Locke => Final Fantasy VI
Terra => Kingdom Hearts

 

 

SG – Qual a sensação de representar o nosso país e ainda sair tão bem colocados?

Débora – Admito que é uma baita responsabilidade. A pressão de se estar representando o Brasil é gigantesca (e, além disso, no nosso caso, representando os atuais campeões mundiais). Mas é incrível, com certeza. Como disse, ser escolhido para representar um país tão forte em cosplay é algo maravilhoso.
Bruno – Representar o Brasil é fantástico. A gente leva a responsabilidade de fazer um bom trabalho e sair com um bom resultado, mas muito além da pressão a gente sente orgulho de representar os cosplayers do nosso país. Espero ter representado à altura do Brasil, e, embora a gente não tenha trazido pra casa o primeiro lugar, quero que nosso resultado inspire mais e mais os cosplayers brasileiros a dar seu melhor sempre e fazer performances fantásticas, seja aqui ou em qualquer lugar do planeta.

 

SG – Muitas pessoas acham muito legal o trabalho de vocês, e muitos outros pensam em serem cosplayers? É uma vida fácil? Vocês conseguem juntar essa atividade com outras da vida cotidiana, ou é um trabalho de dedicação exclusiva?
Bruno e Débora – Fácil ou difícil é muito relativo. É necessária muita dedicação e trabalho para ter a chance de competir com os melhores do Brasil, mas brincar de cosplay é muito divertido, especialmente quando a pessoa tem bastante afinidade com a sua dupla. Por isso, não acho que seja uma vida difícil, embora a gente passe bastante tempo se dedicando à cosplay. Porém se a pessoa se organiza bem, as atividades de cosplayer não atrapalham em nada as outras atividades da vida “normal”.

 

 

SG – Para quem quer fazer um cosplay ou se tornar um cosplayer? Que mensagem vocês deixariam?
Bruno – Faça os personagens que você ama. Interprete com seu coração. Não deixe a brincadeira se tornar um trabalho, faça sempre o que deseja fazer, não o que você acha que vai ter o melhor resultado.
Débora – Tenho que concordar maaais uma vez com tudo o que o Bruno respondeu. Cosplay só valerá a pena se realmente amamos o personagem em questão.

 

 

SG – Com certeza existem prós em ser cosplayer, mas também devem existir dificuldades? Poderiam citar alguma?

Débora – Cosplay pode ser bem frustrante às vezes. Não conseguir fazer um acessório ou algum detalhe certinho sabe ser agonizante. Fora isso, mais a questão de consumir bastante tempo livre, claro.
Bruno – Ocupa bastante tempo livre e, dependendo, pode custar caro. Mas eu ainda acho que vale a pena. A realização pessoal vale o investimento.

 

 

SG – Vocês pensam em participar do próximo WCS? Já têm planejado qual será o próximo cosplay de vocês?
Bruno – Nós já estamos automaticamente classificados para próxima final nacional do WCS, visto que ganhamos este ano. Vamos participar e faremos novamente nosso melhor. Quanto ao cosplay, nós temos algumas ideias, mas é muito cedo para citar qualquer coisa. Só o que posso dizer é que é quase certo que será de game.
Débora – Quase posso garantir que virão cosplays de algum game, huahuahua! Mas como foi dito, ainda é muito cedo para ter certeza sobre quais serão os personagens.

 

Confira a galeria com as fotos da apresentação.

Fábio Nunes

Fábio Nunes

Apenas mais um Geek Bebedor de Soda! Viciado em Literatura e Cultura Nerd em geral!

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