Você conhece a história original de algumas vilãs da Disney? Você conhece a história original de algumas vilãs da Disney?
Você com certeza já assistiu algum clássico da Disney,e com certeza já ficou com raiva ou medo daquela megera que nunca deixava a pobre... Você conhece a história original de algumas vilãs da Disney?

Você com certeza já assistiu algum clássico da Disney,e com certeza já ficou com raiva ou medo daquela megera que nunca deixava a pobre princesa cantar suas músicas e pentear seus cabelos em paz. Bom eu sinto informá-lo, mas a realidade é que nos contos originais, essas vilãs fazem as versões da Disney parecer com os ursinhos carinhosos, então se prepare para um maré de crueldade pura e perceba que as mocinhas (que nem sempre eram tão inocentes assim).

 

Malévola

Vamos começar por ela que ganhou um filme em live action, Malévola é de longe uma das grandes vilãs dos contos Disney, responsável por atormentar a vida da pobre Aurora (mais conhecida como A Bela Adormecida) apenas por não ter sido convidada para a festa que celebrava o nascimento da jovem princesa.

Na história do escritor francês Charles Perrault publicada em 1697 a vilã é na verdade a mãe do Príncipe (sogra da Bela Adormecida) além de ser ciumenta e estar furiosa com o filho por assumir a jovem como a rainha, a megera é também descendente de ogros e possui instintos canibais. No conto de Perrault, a Bela Adormecida e seu príncipe têm dois filhos, um menino e uma menina, aí o príncipe é convocado para a guerra e tem a brilhante ideia  de deixar a princesa e seu casal de filhos aos cuidados da mãe.
O cozinheiro do castelo esconde as duas crianças na despensa e resolve contar para a princesa (agora muito bem acordada) que a sua doce sogra-ogra está afim de jantar os netos. A malvada ordena ao cozinheiro que faça para ela um rango com a carne dos dois netos, ele porém a engana e serve para ela carne de carneiro e e cabrito; quando descobre a armação a ogra decide jogar todo mundo em um caldeirão que está fervendo com sapos, cobras e enguias, porém o filho chega no último momento e dá o flagra na mãe que amedrontada acaba saltando ela mesma dentro do caldeirão e é devorada pelas feras.
Como vocês puderam ver, a Malévola da Disney (a ogra da versão francesa não tem nome) pareceu até boazinha perto da vilã escrita por Perrault.

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Madrasta de Cinderela

A Madrasta Má de Cinderela é um ótimo exemplo de malvadeza, a vilã faz da enteada a escrava branca da família e deixa suas duas filhas no bem bom. Na versão italiana de 1634 do escritor Giambattista Basile, a madrasta faz de tudo para deixar a autoestima de Cinderela (La Cenerentola) na lama e a mocinha se revolta e deixa muito serial killer no chinelo. Um dia, quando a megera pega roupas em um baú, a moça fecha a tampa na cabeça da mulher.
Em 1812, na versão dos Irmãos Grimm a madrasta não poupa nem as próprias filhas, quando o príncipe visita as casas para identificar o pé da sua amada, a vilã manda as filhas cortarem o calcanhar e os dedos para que o sapatinho (que é de ouro puro e não de cristal) caiba em seus pés. Segundo a mãe: “Quando vocês forem rainhas, não vão precisar ir a pé”.
E sabe aqueles passarinhos fofinhos que cantam para a Cinderela e carregam seu vestidinho na versão da Disney? Pois até eles entram na crueldade e avisam o príncipe do sangue que está escorrendo do pé das farsantes (coisa que eu não entendo como o próprio príncipe não percebeu né); além de dedurar a farsa das meia-irmãs de Cinderela, os passarinhos também são os responsáveis por furar os olhos da Madrasta e suas duas filhas no dia do casamento de Cinderela com o príncipe.
São tantas maldades de ambos os lados, que eu nem sei se de fato existe a “mocinha” nessa história.
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Rainha – Branca de Neve

Na primeira versão dos Grimm, de 1810, a invejosa é a própria mãe e não a madrasta ( a madrasta viria na segunda versão do conto em 1819), revoltada por perder o posto de mais bela, para a filha, a rainha planeja dar um sumiço na filha de apenas 7 anos e manda um caçador matar a jovem Branca de Neve trazendo-lhe o pulmão e o fígado da menina como prova do crime; como você já sabe, o caçador não teve coragem de matar a bela garotinha e levou pulmão e fígado de javali para a rainha que os ferve na água com sal e faz aquele belo lanchinho.
Ao descobrir que foi trapaceada, a megera decide sujar as próprias mãos e tenta matar Branca por três vezes: primeiro com uma fita para asfixiá-la, depois com um pente envenenado e por último com  a maçã.
O plano não deu muito certo, Branca sobreviveu e de quebra ainda encontrou um príncipe para amá-la (na segunda versão do conto, ela está mais velha), e a Rainha Má é julgada no dia do casamento dos pombinhos e condenada a dançar até a morte usando sapatos de ferro em brasa.
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Úrsula

A versão da Disney é bem fofinha perto da original criada pelo dinamarquês Hans Christian Andersen em 1837 que é recheada de brutalidade e tem um final bem distante do “felizes para sempre”.
Na versão dinamarquesa, a Pequena Sereia salva o príncipe de um afogamento e acaba se apaixonando por ele, triste e desejosa por ser uma humana e poder viver o seu amor, ela parte em busca da feiticeira do mar atrás de ajuda para se tornar humana. A bruxa adverte a pobre sereia dos malefícios que ela enfrentará:

[…] Sua cauda, então, se dividirá em duas e encolherá para se transformar naquilo que os seres humanos chamam de “belas pernas”. Mas vai doer. Você sentirá como se uma espada afiada a cortasse. Todos que a virem dirão que você é a mais bela humana que já encontraram. Manterá seus movimentos graciosos, nenhuma dançarina jamais deslizará tão suavemente,mas cada passo que der, a fará sentir como se estivesse pisando em uma faca afiada,o bastante para fazer sangrar seus pés. Se estiver disposta a suportar tudo isso posso ajudá-la.
[…] Se o príncipe se casar com outra pessoa, na manhã seguinte seu coração se quebrará e você se tornará espuma na crista das ondas.

Em troca da ajuda, a feiticeira corta a língua da Pequena Sereia que fica muda. Na sequência, o príncipe acaba ficando noivo de outra e as irmãs da sereia (agora humana) arrancam seus próprios cabelos e oferecem a feiticeira, para que ela ajude a infortunada irmã a voltar para o mar. A bruxa dá um punhal para as irmãs que explicam à Pequena Sereia que ela deverá perfurar o coração do príncipe e quando o sangue dele tocar os seus pés, eles se unirão novamente e ela voltará a ser sereia.
A entristecida e desenganada sereia, não teve coragem de assassinar o seu grande amor e acaba por se atirar do navio para o mar e ter o corpo dissolvido em espuma.
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Como foi possível notar observando algumas vilãs, os contos de fadas em suas versões originais, são sempre banhados de muito sangue e crueldades e não lembram em nada a doce fantasia dos clássicos da Disney.
Original: Normal do Avesso
Kelly Cartana

Kelly Cartana

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